Resultados da pesquisa por: Luís Vaz de Camões

Sete anos de pastor Jacó servia

Autor: Luís Vaz de Camões

Sete anos de pastor Jacó servia Labão, pai de Raquel serrana bela, Mas não servia ao pai, servia a ela, Que a ela só por prêmio pertendia. Os dias na esperança de um só dia Passava, contentando-se com vê-la: Porém o pai usando de cautela, Em lugar de Raquel lhe […]

Por Dejovu, Há

Quem diz que o amor é falso

Autor: Luís Vaz de Camões

Quem diz que Amor é falso ou enganoso, ligeiro, ingrato, vão, desconhecido, Sem falta lhe terá bem merecido Que lhe seja cruel ou rigoroso. Amor é brando, é doce e é piedoso; Quem o contrário diz não seja crido: Seja por cego e apaixonado tido, E aos homens e inda […]

Por Dejovu, Há

O fogo que na branca cera ardia

Autor: Luís Vaz de Camões

O fogo que na branda cera ardia, Vendo o rosto gentil que eu na alma vejo, Se acendeu de outro fogo do desejo, Por alcançar a luz que vence o dia. Como de dous ardores se incendia, Da grande impaciência fez despejo, E, remetendo com furor sobejo, Vos foi beijar […]

Por Dejovu, Há

Mudamse os tempos

Autor: Luís Vaz de Camões

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o Mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades. O tempo cobre o […]

Por Dejovu, Há

Eu cantarei de amor tão docemente

Autor: Luís Vaz de Camões

Eu cantarei de amor tão docemente, Por uns têrmos em si tão concertados, Que dois mil acidentes namorados Faça sentir ao peito que não sente. Farei que amor a todos avivente, Pintando mil segredos delicados, Brandas iras, suspiros magoados, Temerosa ousadia e pena ausente. Também, Senhora, do desprêzo honesto De […]

Por Dejovu, Há

Enquanto quis Fortuna que tivesse

Autor: Luís Vaz de Camões

Enquanto quis Fortuna que tivesse Esperança de algum contentamento, O gosto de um suave pensamento Me fez que seus efeitos escrevesse. Porém, temendo Amor que aviso desse Minha escritura a algum juízo isento, Escureceu-me o engenho co tormento, Pera que seus enganos não dissesse. Ó vos que Amor obriga a […]

Por Dejovu, Há

Amor é um fogo que arde sem se ver

Autor: Luís Vaz de Camões

Amor é um fogo que arde sem se ver, É ferida que dói, e não se sente; É um contentamento descontente, É dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É um cuidar […]

Por Dejovu, Há

Alma minha gentil, que te partiste

Autor: Luís Vaz de Camões

Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida descontente, Repousa lá no Céu eternamente, E viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento etéreo, onde subiste, Memória desta vida se consente, Não te esqueças daquele amor ardente Que já nos olhos meus tão puro viste. […]

Por Dejovu, Há