Velha conhecida

Por Dejovu em

Sinceramente, tenho uma dificuldade enorme pra chorar. Aquele choro externo, lágrimas mesmo. Isso não sei fazer…
Quando vejo que a situação tá limite, que já to que é água por dentro e que preciso escoar elas, recordo de coisas tristes. É tirar uma tristeza nova por um duto antigo.
Lembranças, fotos…Mas tenho uma preferência por emails, já que sempre os mando com cópia pra mim.
Faço isso baseado no que disse ai em cima: eles tiram a fórceps uma dor nova e também porque gosto de saber exatamente o que eu disse.
Aqui vai um dos meus emails preferidos, uma dor preferida também, que hoje cumpre sua parte:

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 3:56:13

“Preciso te dizer que o que você ta fazendo é injusto. Primeiro pq os meus amigos são os teus amigos ñ pq vc anulou os teus, mas sim pq tu q ñ qria vr eles. Tu sabe q várias vzs eu dizia pra tu procurar teus amigos, mas vc ñ quis. Então ñ seja hipócrita.
talvez tu esteja procurando um motivo pra fazer oq fez, pq carregar uma culpa sem saber o porque dói.
Olha só, eu sei q vc ñ fez oq fez pra aprontar, mas imagino que o fizeste justamente por ñ saber oq sente, e sei q o q vc está sentindo é carinho. Apenas carinho…
Me sinto como se fosse teu irmão menor, a qm c ache q tm q cuidar…Faz um tmpoq ñ me sinto teu namorado. Portanto, te digo q é torturante isso q vc fz.
Pior que a certeza do ñ, é a esperança do talvez
Talvez vc se arrependa…
Talvez vc volte atras…
Talvez a gente volte…
Talvez a gnt dê risadas disso daqui um tmpo, mas até eu ter a certeza isso será apenas uma probabilidade. E se ñ for assim?
E se vc estiver consiente do q fz?
E se vc conhecer alguém?
E se vc achar que é melhor a solidão, e q realmente somos só amigos?
O que q qeu vou fazer com todo esse amor?
Então te digo que temos que encarar isso como um fim. “Talvez” dói demais, ainda mais pra mim q sou otimista.
Só uma coisa separa duas pessoas que se amam: quando uma deixa de amar. Então cabe a outra parte uma saudade que nada preenche, um amor espelhado, sem retorno, com aparência bonita mas sem retribuição.”

É..se superei isso, supero o que sinto agora. O que não mata, fortalece, certo? Ainda sinto sopro de vida e sei que isso passará…

Autor: Luis Dutra

Categorias: Crónicas e Textos

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