Jogos de azar

Por Dejovu em

– Luis, isso aqui não é um jogo.
– Sim, foi um jogo. E nós três perdemos no final.

“The love is a losing game” . Sim, o amor é um jogo de azar, Amy Winehouse está certa.
Amor é um jogo onde as apostas estão em 10 contra 1 e mesmo assim você vai lá, motivado por uma força desconhecida, um pressentimento, uma intuição. Cada um aposta mais do que tem e quando a banca ganha, nos espantamos com a perda.
Voltamos com as mãos vazias, o coração inabitado e a cabeça pesando. É a consiência que voltou das férias e está zangada com a bagunça que fizemos a nós mesmo, aos nossos princípios que penhoramos, tiramos tudo do lugar.
Dizem que apaixonar-se não dá trabalho. Que os olhos se cruzam, o coração acelera, a boca seca, bla bla bla. Sou cético demais pra aceitar a idéia de que alhuém SÓ DE OLHAR possa vir a sentir, a decidir, a saber, a se entregar mediante tão pouca informação, sem ter certeza de um nome, sem nada. Um olhar vale por mil palavras, eu sei, mas se você usar as palavras certas, economiza saliva e a mensagem vem mais claramente: “Quero ficar com você. Quero te beijar. Você mexe comigo.” Viu só: usei apenas 10 palavras e a mensagem veio mais nítida, mais completa.
Se o amor é cego como pode a paixão ser à primeira vista? Sei não, acredito que a paixão é mais um cisco no olho, que incomoda, lateja, arde, mas passa e não mata ninguém.

Autor: Luis Dutra

Categorias: Crónicas e Textos

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